Nem a morte encerra a violência: Vítima de feminicídio tem corpo desenterrado e violentado

Foto Reprodução

Nem a morte foi suficiente para dar paz a Vera Lucia da Silva. Aos 42 anos (idade presumida, não informada na matéria original), ela foi assassinada pelo ex-companheiro no último domingo (12), em Eldorado, município a 442 quilômetros de Campo Grande. Três dias depois, seu corpo foi desenterrado no cemitério da cidade e violado.

O caso, que já era um feminicídio, agora se desdobra em uma investigação por possível necrofilia — ato sexual com cadáver.

O que diz a polícia

Em nota, a Polícia Civil informou que, durante as diligências iniciais, surgiram indícios de que o autor possa ter cometido “ato ilícito de extrema gravidade envolvendo o cadáver”. A circunstância será apurada ao longo da investigação, com respaldo técnico-pericial.

Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (15), equipes da perícia estiveram no cemitério para realizar os levantamentos necessários. Até o momento, ninguém foi preso. As autoridades trabalham para identificar os responsáveis.

Violência que não para

Vera Lucia foi morta pelo ex-companheiro. O feminicídio já é o ápice da violência doméstica. Mas, neste caso, a agressão não parou com a morte. Alguém — a polícia ainda não sabe quem — foi até o cemitério, desenterrou o corpo e o violou.

O caso gera forte comoção em Eldorado, uma cidade pequena onde notícias assim ecoam com mais força. E reforça um debate doloroso: a escalada da violência contra mulheres muitas vezes não respeita nem o limite da vida.

O que resta

Vera Lucia da Silva foi assassinada. Seu corpo foi desenterrado. A polícia investiga. Até agora, ninguém foi preso. Enquanto isso, a cidade de Eldorado se pergunta: se nem dentro do cemitério uma mulher morta está segura, o que esperar das mulheres vivas?

Fonte: Eldorado News