Rodízio e mudanças marcam Inter de Pezzolano em busca de afirmação

Foto : RICARDO DUARTE / INTER / CP

Paulo Pezzolano ainda busca dar uma identidade definitiva ao Inter, mas já consolidou uma marca clara nestes quase quatro meses de trabalho: a rotatividade na equipe. Apesar de ter sete ou oito titulares praticamente definidos, o treinador uruguaio tem promovido mudanças frequentes nas demais posições, ajustando a formação conforme o adversário, o local da partida e a estratégia traçada para cada confronto.

O resultado é um time em constante transformação, que tenta encontrar regularidade em meio à temporada. A vitória por 2 a 1 sobre o Athletic-MG, na última quarta-feira, pela estreia na Copa do Brasil, reforçou esse cenário. Na ocasião, o técnico surpreendeu ao deixar nomes como Carbonero, Vitinho e Borré no banco de reservas, optando por Thiago Maia, Allex e Alerrandro entre os titulares.

A alternância de peças não é aleatória. Segundo o próprio treinador, trata-se de uma característica de equipes mais experientes, capazes de se adaptar a diferentes contextos de jogo. “Isso é coisa de time maduro. Os jogadores sabem que às vezes marcaremos em bloco alto e outras em bloco baixo. Eles têm que estar preparados, porque todos serão úteis”, afirmou após a partida em Florianópolis.

Para o compromisso deste sábado, diante do Botafogo, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, Pezzolano evitou antecipar a escalação, mas indicou que novas alterações podem ocorrer. Um dos indícios é a possibilidade de mudanças no meio-campo, setor em que a intensidade na marcação tem sido prioridade, especialmente em jogos fora de casa.

Nesse contexto, jogadores com características mais ofensivas podem perder espaço dependendo da estratégia adotada. Por outro lado, atletas que não atuaram na última partida, como Carbonero, voltam a surgir como opções para iniciar o confronto. A tendência, no entanto, é pela manutenção de uma postura mais cautelosa, com maior proteção defensiva e foco no equilíbrio. A mudança de abordagem, inclusive, foi reconhecida pelo próprio treinador como uma necessidade diante dos resultados recentes.

“Gosto de um time ofensivo, com bloco alto e marcação forte. Começamos assim a temporada, mas não conseguimos as vitórias. Tive que mudar pensando no clube. Seria mais fácil manter minhas convicções e sair, mas ajustamos e começamos a conquistar resultados”, explicou.

Apesar das oscilações, Pezzolano vê evolução no desempenho recente e pede respaldo ao trabalho. O retrospecto mais imediato serve como argumento: a equipe perdeu apenas uma vez nos últimos sete jogos (diante do então lanterna Mirassol, no Beira-Rio, domingo passado). “O torcedor precisa confiar. Estamos fazendo o máximo. Sempre digo que será um ano difícil, complexo. Agora, vamos pensar no Brasileirão”, finalizou.

Fonte: CORREIO DO POVO