
Na manhã desta sexta-feira (21/06), a Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor, Saúde Pública e da Propriedade Intelectual, Imaterial e Afins, em parceria com o Ministério Público do Rio Grande do Sul, realizou uma operação para cumprir mandados de busca na sede de uma empresa suspeita de furtar água de hidrantes em Porto Alegre. A investigação aponta que, pelo menos, 65 episódios de furto foram identificados durante o período de calamidade no estado.
A ação tinha como objetivo apreender documentos e equipamentos eletrônicos que possam comprovar a prática ilegal. Segundo informações da polícia, a empresa teria revendido a água, cobrando preços muito acima dos valores de mercado, especialmente a condomínios e outras vítimas das enchentes que afetaram a região.
As investigações foram conduzidas após análise minuciosa de imagens de câmeras de monitoramento pela Equipe de Investigações da DECON/DEIC, que conseguiu rastrear os furtos ocorridos entre os dias 06/05 e 21/05. Os furtos foram realizados sem autorização do DMAE, órgão responsável pela gestão da água na cidade.
Além de configurar crime de furto qualificado contra a Administração Pública, a conduta da empresa foi duramente criticada por se aproveitar de uma crise que afetava milhares de pessoas. Tanto o proprietário quanto outros colaboradores podem ser indiciados pelo crime.
A Delegacia de Proteção ao Consumidor/DEIC destacou que a operação faz parte de sua estratégia para combater práticas comerciais ilegais e prejudiciais à saúde dos consumidores gaúchos, especialmente em situações de crise como a enfrentada durante as enchentes.
Agora, as autoridades aguardam os resultados das buscas para avançar nas investigações e tomar as medidas legais cabíveis contra os responsáveis pelo crime de furto qualificado.




