
Em uma tarde memorável para o judô brasileiro, Beatriz Souza conquistou a primeira medalha de ouro para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Competindo na categoria acima de 78 kg, Bia derrotou a israelense Raz Hershko com uma performance impressionante, garantindo o lugar mais alto do pódio.
A final, realizada nesta sexta-feira (02), teve um início promissor para a brasileira. Com apenas 44 segundos de luta, Beatriz aplicou um waza-ari e controlou o combate com maestria. Apesar de um shido para cada judoca, a atleta brasileira manteve a calma e administrou bem a pressão da adversária, assegurando sua vitória ao fim do tempo regulamentar.
Este ouro é especialmente significativo para Beatriz, que agora soma cinco vitórias sobre Raz Hershko em confrontos diretos. Além disso, na semifinal, Bia superou a francesa Romane Dicko, atual campeã mundial, em uma demonstração de habilidade e estratégia.
Beatriz Souza, natural de Peruíbe, São Paulo, iniciou sua trajetória no judô aos sete anos, influenciada por seu pai, Poscedonio José de Souza Neto. Sua determinação a levou a se mudar para São Paulo aos 15 anos, onde conciliou estudos e treinos intensivos. Embora não tenha competido nos Jogos de Tóquio 2020, sua trajetória seguiu em ascensão, culminando com sua vitória em Paris.
Com uma carreira marcada por três medalhas em Mundiais, cinco títulos Pan-Americanos e diversas conquistas em Copas do Mundo, Beatriz é reconhecida como uma das principais judocas do país. Em 2023, foi eleita a melhor judoca brasileira pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).
A vitória de Beatriz Souza representa a quinta medalha de ouro para o judô brasileiro em Jogos Olímpicos, e ela se junta a um seleto grupo de campeões, incluindo Rogério Sampaio, Sarah Menezes e Rafaela Silva. Com carisma e dedicação, Beatriz continua a brilhar tanto no tatame quanto fora dele, representando o Esporte Clube Pinheiros e sua carreira militar.








