Polícia Civil do RS intensifica ações contra extorsões online em setembro

Divulgação DEIC / PCRS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul está intensificando suas operações contra crimes de extorsão, especialmente o “golpe dos nudes”, que explora a troca de imagens íntimas para chantagear vítimas. Durante o mês de setembro, diversas ações foram realizadas para desmantelar redes envolvidas nesse tipo de crime.

O golpe em detalhes

Os golpistas utilizam redes sociais e mensagens para iniciar conversas com as vítimas, frequentemente se passando por agentes da lei ou representantes oficiais. Após obter imagens íntimas ou, em alguns casos, mesmo sem elas, ameaçam as vítimas com acusações falsas para exigir pagamentos.

Operações Recentes

  1. Operação Petulans – 5 de setembro: A Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos e Defraudações (DRCID) desmantelou uma operação de extorsão que envolvia ameaças de exposição pública com acusações de pedofilia. As investigações revelaram uma rede que enviava mensagens falsas e ameaçadoras, coletando dinheiro das vítimas. As ações resultaram na prisão de vários suspeitos e na apreensão de provas, incluindo fotos e registros bancários.
  2. Apoio ao Paraná – 11 de setembro: Em colaboração com a Polícia Civil do Paraná, a Polícia Civil do RS ajudou a cumprir mandados de busca e apreensão relacionados a furtos de telefones em eventos. Um dos indivíduos envolvidos foi preso, e novas buscas foram realizadas em diversos locais.
  3. Suporte a São Paulo – 11 e 12 de setembro: A Polícia Civil do RS também assistiu a uma operação de extorsão investigada pela polícia paulista. Mandados foram cumpridos em Porto Alegre, incluindo em um estabelecimento prisional, onde foram encontrados celulares e computadores que indicavam a participação de um apenado na trama.

Importância da Cooperação

A Delegada Vanessa Pitrez de Aguiar Correa, à frente do DEIC, enfatiza a relevância da colaboração entre as diferentes forças policiais e da investigação minuciosa para combater eficazmente esses crimes. Ela reforça que a não comunicação de ocorrências por parte das vítimas dificulta a responsabilização dos criminosos e a eficácia das operações..