
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (30), o decreto que estabelece o novo valor do salário mínimo para 2025, que será de R$ 1.518. A assinatura aconteceu em reunião no Palácio da Alvorada, com a presença do economista Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central, e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O reajuste será de R$ 106, levando em consideração a inflação de 2024 e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Essa fórmula de cálculo, que garante um aumento acima da inflação, é parte de um compromisso do governo em assegurar ganhos reais para os trabalhadores. A medida também segue a nova política fiscal, sancionada por Lula na última sexta-feira (27), que limita o reajuste real do salário mínimo a 2,5% até 2030.
A alteração na fórmula de reajuste estabelece um teto de crescimento, ajustando o salário mínimo à nova regra de gastos do governo. Anteriormente, não havia limite para o aumento real, o que poderia resultar em um valor superior ao de R$ 1.518 — estimado em R$ 1.528, caso o critério antigo fosse mantido.
O salário mínimo, atualmente, é a base para a remuneração de milhões de brasileiros e afeta diretamente 54 milhões de pessoas, incluindo trabalhadores formais, aposentados e beneficiários de programas como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O aumento do piso salarial também tem um impacto significativo na economia, elevando o poder de compra dos trabalhadores e, consequentemente, o “salário médio” no país.
Em sua fala após a assinatura, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou a importância de manter o reajuste acima da inflação, afirmando que a política de valorização do salário mínimo, iniciada em 2023, é crucial para a distribuição de renda no Brasil. Para ele, seria uma “tragédia” se a valorização fosse interrompida, especialmente diante das perspectivas de crescimento do país.
A Constituição brasileira determina que o salário mínimo seja ajustado periodicamente para garantir que os trabalhadores possam atender às suas necessidades básicas, como moradia, alimentação, saúde e educação. Assim, o reajuste busca preservar o poder de compra da população, fundamental para o bem-estar das famílias em todo o Brasil.






