A economia do Rio Grande do Sul, que havia sido severamente afetada pelas enchentes nos primeiros meses de 2024, começa a mostrar sinais de recuperação, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (2) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE). O Produto Interno Bruto (PIB) do estado apresentou uma variação negativa de -0,3% no terceiro trimestre de 2024, comparado ao segundo trimestre. Porém, o cenário é mais otimista quando se observa a comparação com o mesmo período de 2023, com um crescimento de 4,1%.

Esse desempenho é um reflexo da resiliência da economia gaúcha diante dos desafios impostos pelas chuvas intensas e suas consequências. Em comparação com o desempenho nacional, o Brasil também registrou avanços de 0,9% no terceiro trimestre em relação ao segundo, e de 4% quando analisado o mesmo período do ano anterior.
Apesar da retração observada na agropecuária (-30,6%) devido à sazonalidade do setor no terceiro trimestre, outros segmentos, como a indústria e os serviços, apresentaram crescimento no período. A indústria cresceu 1,1%, com destaque para a indústria de transformação, que registrou um aumento de 2%. Já os serviços, setor que tem a maior participação no PIB do estado, avançaram 2,3%, impulsionados principalmente pelo comércio, que teve uma alta expressiva de 3,9%.
O bom desempenho da indústria foi impulsionado pela alta nos segmentos de móveis (+14,9%), metalurgia (+37,9%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (+5,3%). No entanto, a indústria de transformação enfrentou dificuldades, especialmente em áreas como máquinas e equipamentos (-16,4%), bebidas (-11,4%) e celulose, papel e produtos de papel (-6,9%).
Quando comparado ao mesmo período de 2023, o terceiro trimestre de 2024 também revelou um cenário positivo para o Rio Grande do Sul. O PIB do estado cresceu 4,1%, com destaque para a agropecuária, que teve um crescimento expressivo de 7,9%. Já o setor de serviços avançou 4,2%, refletindo uma recuperação robusta. No entanto, a indústria apresentou um recuo de 1,3%, puxado pela queda na indústria de transformação, que registrou um declínio de 2,8%.
Entre os setores de serviços, os resultados mais expressivos foram observados no comércio (+8,2%), outros serviços (+5,2%) e serviços de informação (+5,1%). O comércio de veículos (+21,5%) e a venda de material de construção (+18,5%) foram os segmentos que mais impulsionaram os números positivos no comércio.
O acumulado de 2024 também indica um desempenho acima das expectativas. O PIB do Rio Grande do Sul registrou uma alta de 5,2% nos três primeiros trimestres de 2024, comparado ao mesmo período de 2023. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela agropecuária, que teve um avanço impressionante de 37,1%, e pelos serviços, que cresceram 3,2%. A indústria, por sua vez, teve um desempenho mais modesto, com uma variação negativa de -0,2%.
Embora a agropecuária continue a ser um motor importante da economia estadual, o desempenho dos serviços e da indústria indicam um quadro de recuperação consistente, com expectativas positivas para o restante do ano.
A recuperação gradual da economia gaúcha, após os impactos das enchentes, é um reflexo da adaptação e da capacidade de resiliência dos diversos setores econômicos, e as perspectivas para os próximos trimestres continuam favoráveis.






