Chuvas no RS disparam casos de leptospirose: 19 confirmados e mais de 300 sob investigação

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

Desde o início de maio até segunda-feira, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou 19 casos de leptospirose, uma doença potencialmente fatal transmitida pela urina de animais infectados, como roedores. Infelizmente, registrou-se também duas mortes relacionadas à infecção desde o início das enchentes históricas deste ano, ocorridas no Estado.

Além dos casos confirmados, há outros 304 sob investigação pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). A leptospirose é considerada endêmica na região e os alagamentos aumentam significativamente o risco de transmissão, pois a água contaminada pode entrar em contato com feridas na pele ou ser ingerida por mucosas.

Os sintomas da doença incluem febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo (especialmente na panturrilha) e calafrios. É crucial procurar atendimento médico imediato se apresentar esses sintomas, especialmente se tiver tido contato com áreas alagadas.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul recomenda fortemente que os moradores de áreas alagadas realizem uma limpeza adequada dos locais inundados. A desinfecção do ambiente com água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) é essencial, seguindo a proporção de um copo de água sanitária para cada balde de 20 litros de água.

Outras medidas preventivas incluem armazenar alimentos em recipientes herméticos, manter a cozinha limpa, remover sobras de alimentos ou ração de animais antes do anoitecer, manter os terrenos limpos e evitar o acúmulo de objetos nos quintais, o que pode atrair roedores. A exposição ao sol também ajuda a eliminar a bactéria causadora da leptospirose.