Déficit nas contas públicas chega a R$ 19 bilhões em fevereiro de 2025

As contas públicas brasileiras registraram um déficit de R$ 19 bilhões em fevereiro, reflexo da situação fiscal do Governo Central. Esse resultado negativo foi de R$ 18,973 bilhões, um pouco menor que os R$ 48,692 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado, evidenciando uma leve melhora nas finanças públicas. A diferença se deve principalmente ao aumento das receitas e à redução das despesas, especialmente no Governo Central, que abrange a Previdência, o Banco Central e o Tesouro Nacional.

Embora o cenário tenha apresentado uma queda no déficit, o total de dívidas do setor público se mantém elevado. A dívida bruta do Brasil alcançou 76,2% do PIB, um índice preocupante para a saúde fiscal do País.

Os governos estaduais e municipais apresentaram resultados positivos em fevereiro. Os estados registraram superávit de R$ 6,6 bilhões, enquanto os municípios somaram R$ 2,6 bilhões. No total, as administrações regionais tiveram um superávit combinado de R$ 9,2 bilhões, superando o déficit de R$ 8,6 bilhões observado no mesmo mês de 2024.

As empresas estatais também ajudaram a melhorar o quadro fiscal, com um pequeno superávit de R$ 299 milhões, invertendo o resultado negativo de R$ 483 milhões registrado em fevereiro do ano passado.

Os gastos com juros no mês de fevereiro atingiram R$ 78,3 bilhões, um aumento significativo em relação aos R$ 65,1 bilhões de 2024. Esse crescimento se deve principalmente ao aumento da taxa básica de juros (Selic) e à variação da dívida pública. A conta de juros também sofreu impactos das operações de câmbio do Banco Central, que resultaram em perdas, elevando ainda mais os custos com o serviço da dívida.

No resultado final, o déficit nominal – que inclui o déficit primário e os gastos com juros – ficou em R$ 97,2 bilhões, melhor do que os R$ 113,9 bilhões de fevereiro de 2024, mas ainda um reflexo preocupante do alto endividamento do País.

Nos últimos 12 meses, o déficit nominal acumulado chegou a R$ 939,8 bilhões, equivalente a 7,91% do PIB, um indicador que preocupa analistas e investidores, já que o alto endividamento afeta a percepção de risco do País no mercado global. O governo segue enfrentando desafios fiscais enquanto busca equilibrar as contas públicas e reduzir a dívida.