E.C. 14 de Julho completa 123 anos de história, pioneirismo e tradição na fronteira

Nesta segunda-feira (14), o Esporte Clube 14 de Julho, de Santana do Livramento, comemora 123 anos de fundação. Reconhecido como o clube mais tradicional da fronteira gaúcha, o 14 de Julho foi fundado em 14 de julho de 1902 e carrega uma trajetória marcada por pioneirismo e grandes conquistas no futebol brasileiro.

O clube é conhecido por ser o primeiro rubro-negro do Brasil, adotando as cores vermelha e preta ainda no ano de sua fundação, antes mesmo de clubes como Flamengo e Sport Recife. Também entrou para a história ao se tornar o primeiro campeão gaúcho, conquistando o título estadual em 1918.

Outro marco importante foi a realização da primeira vitória internacional de um clube brasileiro, ao vencer uma equipe de Rivera, no Uruguai, em 1906. Três anos depois, o 14 de Julho também conquistaria seu primeiro título internacional, a Copa La France, disputada entre clubes da fronteira.

O clube foi ainda o primeiro do Rio Grande do Sul a ceder um jogador para a Seleção Brasileira. Em 1920, o atleta Cipriano “Castelhano” Silveira foi convocado, consolidando o protagonismo da equipe no cenário nacional da época.

A casa do Leão da Fronteira é o tradicional Estádio João Martins, inaugurado em 1921 e com capacidade aproximada para 6 mil torcedores. Localizado em área nobre da cidade, o estádio já foi palco de grandes partidas e chegou a abrigar treinos da Seleção Brasileira durante a preparação para a Copa América de 1995.

Ao longo de sua trajetória, o 14 de Julho conquistou dezenas de títulos locais, incluindo mais de 40 Campeonatos Citadinos e outras competições da região. Apesar de algumas interrupções em sua participação no futebol profissional, o clube segue ativo na memória e no coração da comunidade santanense.

Neste 14 de julho, a cidade celebra não apenas o aniversário de um clube de futebol, mas a história viva de uma das instituições esportivas mais importantes do estado. O Esporte Clube 14 de Julho é, sem dúvida, um símbolo de paixão, resistência e orgulho para a fronteira gaúcha.