Grêmio e Inter diante do abismo financeiro

Foto : Marcelo Gonçalves / Fluminense / CP

O Palmeiras contratou Jhon Arias.
Pagou 25 milhões de euros (R$ 155 milhões) ao Wolverhampton.
O Cruzeiro investiu 27 milhões de euros (cerca de R$ 169 milhões) para tirar Gerson do Zenit.
O Flamengo buscou Lucas Paquetá junto ao West Ham pagando 42 milhões de euros, cerca de R$ 260 milhões.
Ou a bolha estoura ou clubes gigantes irão ficar pelo caminho, reduzidos em seu tamanho.
O Palmeiras viveu época gloriosa nos tempos de parceria com a Parmalat.
Teve craques como Rivaldo, Evair e Edmundo, além de Zinho, Roberto Carlos e Mazinho. A falência da Parmalat mergulhou o Verdão numa crise duradoura.
A parceria entre MSI (Media Sports Investment) e Corinthians, firmada entre 2004 e 2007, trouxe astros como Carlos Tevez e Javier Mascherano.
Deu o contestado título brasileiro de 2005.
Depois enfrentou escândalos, investigações de lavagem de dinheiro e terminou com o rebaixamento do timer em 2007.
O Grêmio viu implodir sua parceria com a ISL e levou mais de uma década para pagar o prejuízo.
As casas de apostas surgiram como uma nova mina de ouro, mas já há clubes da Série A sem patrocínio máster: Bahia, Coritiba, Grêmio, Internacional, Santos e Vasco.
A questão é saber se estamos diante apenas de um ciclo que vai terminar.
A contratação mais cara da história do Grêmio, Tetê, bateu nos 6,2 milhões de euros.
Paquetá custou quase sete vezes mais.
O Inter teve que desmontar o time no segundo semestre de 2025.
Não tinha mais dinheiro para pagar os salários dos jogadores.
Enquanto perdurar este quadro teremos dois ou três gigantes e os demais indo a reboque.

Fonte: CORREIO DO POVO