Inter flerta com o Z-4 e precisa de reação no Beira-Rio

Foto : MAURO SCHAEFER

O empate em 2 a 2 com o Botafogo, no último sábado, em Brasília, manteve o Inter fora da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro por um detalhe mínimo. Com 14 pontos somados em 13 rodadas, a equipe ocupa a 16ª colocação e só não entrou no Z-4 porque leva vantagem no saldo de gols sobre o Santos, primeiro time dentro da zona. O problema é que, se mantiver o nível de aproveitamento atual, o time colorado tem grandes chances de acabar a temporada rebaixado.

Mais do que a posição na tabela, o que acende o sinal de alerta no Beira-Rio é o desempenho ao longo da competição. Apesar de ter perdido apenas um dos seus últimos sete jogos, o aproveitamento de 35% é considerado baixo para quem pretende se manter na elite. Nos últimos cinco anos (ver quadro abaixo), o 16º colocado sempre encerrou o campeonato com índice superior a esse, o que reforça o risco caso o atual ritmo seja mantido até o fim do ano.

Trauma recente
O contexto ganha ainda mais peso pela lembrança recente. Em 2025, o Inter escapou do rebaixamento apenas na rodada final, ao vencer o Bragantino por 3 a 1, em Porto Alegre, e contar com uma combinação de resultados paralelos. A campanha irregular deixou marcas no elenco, conforme admitiu o técnico Paulo Pezzolano. O treinador reconhece que o grupo ainda convive com reflexos daquele momento delicado, que se manifestam em alguns jogos, principalmente no Beira-Rio, ou quando larga em desvantagem em alguma partida.

Dentro de campo, um dos principais problemas está exatamente no desempenho como mandante. Em sete jogos disputados no Beira-Rio, o time venceu apenas uma vez, acumulando aproveitamento de 23%, o pior entre todos os participantes da competição. Em contraste, longe de casa o rendimento sobe para 50%, com duas vitórias, três empates e apenas uma derrota, números que mostram uma equipe muito mais competitiva longe de Porto Alegre.

Confronto decisivo
A necessidade de transformar o Beira-Rio em aliado volta a ser central neste domingo, quando o Inter recebe o Fluminense. O confronto é tratado como decisivo para evitar a entrada na zona de rebaixamento e, ao mesmo tempo, iniciar uma reação na tabela. Internamente, o tema “queda” ainda não é tratado como uma possibilidade real, embora o risco esteja aumentando nas últimas rodadas.

Ainda em Brasília, Pezzolano destacou a importância de melhorar o desempenho em casa e assumiu a responsabilidade pelo momento. “O que está faltando é somar dentro de casa. Se melhorarmos em casa, falaremos de outro lugar na tabela. Tenho uma dívida de ganhar em casa. Vamos tentar isso para a nossa torcida. Depende de mim e vamos conseguir”, afirmou.

A declaração evidencia a cobrança interna e a urgência por resultados. Diante da própria torcida, o Inter busca não apenas três pontos, mas também recuperar a confiança e afastar, ao menos momentaneamente, a ameaça que ronda o clube neste início de Brasileirão.

Fonte: CORREIO DO POVO