
O Exército de Israel iniciou uma grande ofensiva terrestre na Cidade de Gaza, um mês após intensificar seus ataques aéreos. O anúncio foi feito nesta terça-feira (16), em meio a um cenário de crescente pressão diplomática e humanitária. Um comandante militar israelense afirmou que a “ofensiva principal” começou na noite anterior e visa desarticular os cerca de 2.000 a 3.000 combatentes do Hamas que estariam no local.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que o maior centro urbano do território palestino está “em chamas” e reafirmou o compromisso de não recuar até que a missão de eliminar o Hamas seja cumprida. Testemunhas relataram à AFP um “bombardeio intenso e implacável” na cidade, que já se encontra em ruínas após quase dois anos de conflito. A Defesa Civil de Gaza informou que ataques aéreos em um complexo residencial deixaram “mortos, feridos e desaparecidos”, com um balanço inicial de 27 mortos, principalmente na Cidade de Gaza.
Marco Rubio alerta Hamas
A ofensiva terrestre acontece depois que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, alertou o Hamas de que restam “provavelmente dias” para alcançar um acordo diplomático. Em sua visita a Israel, Rubio prometeu o “apoio inabalável” dos Estados Unidos ao objetivo de eliminar o Hamas. Ele se reuniu com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que ordenou a ofensiva, e afirmou que, embora a solução diplomática seja a preferida por Washington, “às vezes, quando se trata de um grupo de selvagens (…), isso não é possível”.
Rubio viajou para o Catar após a visita a Israel, ressaltando a importância do país como mediador no conflito, apesar do recente ataque israelense a líderes do Hamas em sua capital, Doha. O secretário de Estado expressou confiança de que o Catar é o único capaz de mediar um acordo de paz. Em contrapartida, uma comissão de investigação da ONU acusou Israel de cometer “genocídio” em Gaza, uma alegação que Israel classificou como “falsa e tendenciosa”.
O contexto do conflito
O conflito, que teve início em 7 de outubro de 2023 com o ataque do Hamas a Israel, já causou a morte de 1.219 pessoas do lado israelense. Em retaliação, a campanha israelense resultou em mais de 64.900 mortos em Gaza, em sua maioria civis. A situação humanitária é crítica: a ONU estima que um milhão de pessoas no território enfrentam uma situação de fome, um cenário que o governo israelense nega.
Fonte: CORREIO DO POVO





