
O ex-governador do Rio Grande do Sul, Alceu Collares, faleceu nesta terça-feira (24), aos 97 anos. O político, que estava internado no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, desde o dia 16 de dezembro, foi vítima de pneumonia e faleceu por falência múltipla de órgãos, conforme boletim médico divulgado pela unidade hospitalar.
Nascido em Bagé, Collares construiu uma trajetória política marcada pela autenticidade e por sua oratória distinta, sempre associada a gestos amplos e poesias. Sua atuação foi marcada por desafios, como a oposição feroz que enfrentou durante seu mandato e a luta para manter sua popularidade, mesmo após o desgaste de sua imagem em polêmicas como a CPI da Propina, em 1993.
Em 1977, Collares ficou imortalizado por um poema de sua autoria, O Voto e o Pão, no qual exortava os eleitores a usarem o voto como uma forma de transformação social. Ele se consagrou como líder popular, sendo um dos deputados federais mais votados do Estado na época. Sua carreira política, no entanto, não se limitou à Câmara dos Deputados. Foi também prefeito de Porto Alegre e governador do Estado, onde implantou importantes programas como os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs).
Collares deixa sua esposa, Neuza Canabarro, os filhos Antônio e Adriana, a enteada Celina Carvalho e uma vasta legião de admiradores. Sua vida, marcada por altos e baixos, sempre foi permeada pela paixão pela política e pela busca por um Estado mais justo.
O ex-governador também deixou uma marca pessoal com seu estilo irreverente e espontâneo. A frase “Comigo não tem grê-grê para dizer Gregório”, se referindo à sua forma direta de se comunicar, tornou-se um símbolo de sua postura autêntica e irreverente. Mesmo nos últimos anos de sua vida, Collares se manteve ativo, mantendo seu compromisso com as causas sociais e com a esquerda, a qual apoiou durante grande parte de sua carreira política.
Collares será lembrado como um dos políticos mais carismáticos e controversos do Rio Grande do Sul, cuja influência transcendeu a política e se estendeu à cultura e à educação do Estado.
Texto com base em informações de GZH.










