
As chuvas intensas e enchentes que assolam o Rio Grande do Sul têm deixado um rastro de desalojados e desabrigados, ultrapassando a marca preocupante de 615 mil pessoas, conforme relatório divulgado pela Defesa Civil. Esse número impressionante é superior à população de cinco das maiores cidades catarinense, incluindo Florianópolis, Blumenau, São José, Itajaí e Chapecó, de acordo com os dados do Censo 2022 do IBGE.
A situação é tão grave que a quantidade de gaúchos fora de casa quase equivale à população total de Joinville, a maior cidade catarinense, com seus 616.323 habitantes.
A preocupação cresce com a previsão de elevação rápida dos rios Caí e Taquari, que devem atingir a cota de inundação, afetando áreas próximas, como Jacuí e Guaíba, devido ao volume de chuvas das últimas 48 horas, alerta o governo do estado.
Diante desse cenário, prefeitos e equipes das Defesas Civis têm feito apelos fervorosos para que os residentes de áreas de risco evitem retornar às suas casas. Ginásios, escolas e igrejas estão sendo utilizados como abrigos temporários para aqueles que perderam seus lares.
A situação do lago Guaíba é particularmente preocupante, com o nível da água atingindo 5,2 metros nesta terça-feira e ameaçando alcançar até 5,5 metros, de acordo com projeções do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Este valor seria superior ao recorde anterior, estabelecido na última semana, de 5,35 metros.
Para conter o avanço das águas do lago, medidas emergenciais estão sendo tomadas, incluindo a construção de barricadas de 1,80 metro, compostas por dois andares de sacos de areia, em frente à Usina do Gasômetro, no coração de Porto Alegre.






