
Na manhã desta Sexta-feira Santa, à beira da rodovia BR-293 em Sant’Ana do Livramento, testemunhamos uma cena que ecoa séculos de tradição: o Sr. Anderson Luiz Melo Correa e a Sra. Graziela Martins Vaqueiro dedicavam-se à colheita dos tradicionais ramos de macela.
Esta prática, enraizada na cultura local, é marcada por crendices populares que atribuem à colheita da macela na madrugada, antes do amanhecer, um poder especial, associado ao sereno noturno.
“A macela é parte de nossa cultura e tradição”, compartilha o Sr. Anderson. Transmitida de geração em geração, essa tradição é um elo que une passado, presente e futuro nesta região do Rio Grande do Sul.
Além dos laços familiares e da tradição, a macela é valorizada por suas propriedades medicinais. “Utilizamos a planta no preparo do chimarrão e aliviar problemas digestivos”, revela Anderson. De fato, a ciência já reconhece os benefícios da macela. Estudos indicam suas propriedades anti-inflamatórias e digestivas, corroborando o uso tradicional que perdura ao longo dos anos.
Enquanto o sol desponta no horizonte, os ramos de macela colhidos são guardados com carinho, prontos para serem utilizados em infusões e chás, mantendo viva uma tradição que reflete a conexão profunda entre a natureza, a cultura e a saúde na região.






